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Não saia da zona de conforto!

O Mito do estresse e dos desafios provocadores pode fazer mais mal do que bem para sua carreira e para sua saúde.


Aos 40 anos, Juca era diretor de uma grande empresa, trabalhava na área de que gostava, andava com o carro importado bancado pela companhia e todo ano tirava férias com a família. Parecia tudo tão bom... E então veio a proposta. “Que tal um novo desafio: ser vice-presidente da empresa?”, perguntou o chefe. Era um atestado de confiança, coroado por um aumento salarial de 20%. Juca não teve coragem de dizer “não” de cara. Ficou com receio de parecer acomodado. Pediu ajuda a Bia Dias, orientadora de carreira da consultoria pmRH. “Ele achava que não precisava de mais dinheiro, não queria trabalhar mais horas nem aprender tarefas administrativas”, afirma ela. “Estava realizado e confortável. Que mal há nisso?”

O mal é a noção de que a vida profissional exige movimento. E, quando ele não é para cima (ou para um lado que mais tarde levará para cima)... acabará sendo para baixo e para fora. É por isso que ficou famosa a expressão “zona de conforto”, estigmatizada como zona de marasmo, inércia, falta de aprendizado. E por isso o jargão das empresas ficou lotado de eufemismos como “propor desafios provocadores” ou “incomodar os profissionais”. Mas há um erro nessa ideia de que o progresso nasce do desconforto.

Pesquisas recentes em campos diversos mostram que, ao contrário, muitas vezes o desconforto barra o progresso. Criatividade, por exemplo, tem mais a ver com ambientes descontraídos. As pessoas ficam mais à vontade para experimentar coisas novas quando se sentem seguras. Também no setor da educação, mais e mais pedagogos defendem que o aprendizado se dá com mais facilidade a partir de sucessos, com desafios crescentes, mas moldados de forma a minimizar a chance de falha – ou tornar a falha uma brincadeira.

Segundo  Ferraz, autor do livro Seja a Pessoa Certa no Lugar Certo, “entre 70% e 80% das avaliações dos gestores são focadas nos pontos fracos, na deficiência, na fraqueza e no desconforto do profissional, e não na reafirmação do que ele já faz bem”. Isso pode, em vez de estimular a pessoa a ampliar suas habilidades, levá-la a perder a força no que é boa. “O cérebro humano descarta as sinapses pouco utilizadas”, diz Ferraz. “Para investir no que não sabe fazer bem, você necessariamente desvia tempo e esforço de seus pontos fortes.”

Se um gerente é ótimo no relacionamento interpessoal, mas não é tão bom na organização das tarefas, ele deve melhorar este ponto, mas o maior investimento deve ser em potencializar a habilidade no relacionamento. “É por meio de seu ponto forte que ele vai conquistar os resultados”, diz Bia, da pmRH. Ferraz sugere que as pessoas passem 80% do tempo aprimorando os pontos em que se sentem confortáveis, e apenas 20% desenvolvendo competências que não têm. De preferência, em ambientes protegidos. 

Por Época Negócios


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O Mito do estresse e dos desafios provocadores pode fazer mais mal do que bem para sua carreira e para sua saúde.

Aos 40 anos, Juca era diretor de uma grande empresa, trabalhava na área de que gostava, andava com o carro importado bancado pela companhia e todo ano tirava férias com a família. Parecia tudo tão bom... E então veio a proposta. “Que tal um novo desafio: ser vice-presidente da empresa?”, perguntou o chefe. Era um atestado de confiança, coroado por um aumento salarial de 20%. Juca não teve coragem de dizer “não” de cara. Ficou com receio de parecer acomodado. Pediu ajuda a Bia Dias, orientadora de carreira da consultoria pmRH. “Ele achava que não precisava de mais dinheiro, não queria trabalhar mais horas nem aprender tarefas administrativas”, afirma ela. “Estava realizado e confortável. Que mal há nisso?”

O mal é a noção de que a vida profissional exige movimento. E, quando ele não é para cima (ou para um lado que mais tarde levará para cima)... acabará sendo para baixo e para fora. É por isso que ficou famosa a expressão “zona de conforto”, estigmatizada como zona de marasmo, inércia, falta de aprendizado. E por isso o jargão das empresas ficou lotado de eufemismos como “propor desafios provocadores” ou “incomodar os profissionais”. Mas há um erro nessa ideia de que o progresso nasce do desconforto.

Pesquisas recentes em campos diversos mostram que, ao contrário, muitas vezes o desconforto barra o progresso. Criatividade, por exemplo, tem mais a ver com ambientes descontraídos. As pessoas ficam mais à vontade para experimentar coisas novas quando se sentem seguras. Também no setor da educação, mais e mais pedagogos defendem que o aprendizado se dá com mais facilidade a partir de sucessos, com desafios crescentes, mas moldados de forma a minimizar a chance de falha – ou tornar a falha uma brincadeira.

Segundo  Ferraz, autor do livro Seja a Pessoa Certa no Lugar Certo, “entre 70% e 80% das avaliações dos gestores são focadas nos pontos fracos, na deficiência, na fraqueza e no desconforto do profissional, e não na reafirmação do que ele já faz bem”. Isso pode, em vez de estimular a pessoa a ampliar suas habilidades, levá-la a perder a força no que é boa. “O cérebro humano descarta as sinapses pouco utilizadas”, diz Ferraz. “Para investir no que não sabe fazer bem, você necessariamente desvia tempo e esforço de seus pontos fortes.”

Se um gerente é ótimo no relacionamento interpessoal, mas não é tão bom na organização das tarefas, ele deve melhorar este ponto, mas o maior investimento deve ser em potencializar a habilidade no relacionamento. “É por meio de seu ponto forte que ele vai conquistar os resultados”, diz Bia, da pmRH. Ferraz sugere que as pessoas passem 80% do tempo aprimorando os pontos em que se sentem confortáveis, e apenas 20% desenvolvendo competências que não têm. De preferência, em ambientes protegidos. 

Por Época Negócios


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