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Whirlpool faz demissões no Brasil em meio a grande queda na demanda.

A Whirlpool, afetada pelo forte declínio na demanda por eletrodomésticos no Brasil.


As vendas da empresa americana estão caindo em mercados-chave como China, Brasil e Rússia.Reuters

A Whirlpool, afetada pelo forte declínio na demanda por eletrodomésticos no Brasil, está reduzindo seu quadro de funcionários em cerca de 15% no país, disse ontem o diretor-presidente da empresa, Jeff Fettig.

Cerca de 3 mil empregos, incluindo cargos gerenciais e na linha de produção, estão sendo eliminados, já que a Whirlpool batalha para adequar seus custos no Brasil à queda das vendas e à desvalorização da moeda local. O Brasil é, há muito, um dos maiores mercados da Whirlpool e, em 2014, representou mais de 10% das vendas mundiais.

O mau momento no Brasil e o impacto da força do dólar, que afeta o valor das vendas fora dos Estados Unidos, levaram a fabricante de eletrodomésticos a reduzir sua previsão de lucro anual para uma faixa entre US$ 9 e US$ 10 por ação, em comparação aos US$ 8,17 observados em 2014.

Há três meses, a Whirlpool, em parte baseada em uma previsão mais otimista para o Brasil, havia projetado que os lucros por ação variariam entre US$ 10,75 e US$ 11,75 por ação neste ano.

A Whirlpool não vai eliminar capacidade de produção no Brasil, disse Fettig, em entrevista ao The Wall Street Journal. “Olhando para o futuro, vemos o Brasil sendo um motor de crescimento para nós”, assim como no passado.

A recuperação, contudo, não parece ser iminente. A confiança dos consumidores no Brasil diminuiu com a piora da inflação e do emprego, em meio a altos juros e ao escândalo político envolvendo a PetrobrasPETR4.BR +1.59% As taxas de juros cobradas sobre os empréstimos aos consumidores podem facilmente superar os 100% e muitas famílias estão enterradas em dívidas.

A mediana das previsões da mais recente pesquisa semanal do banco central com economistas aponta contração de 1,1% da economia neste ano, seguida de uma expansão de 1% em 2016.

O Brasil não é o único ponto problemático. A demanda por eletrodomésticos na China está praticamente estagnada, na esteira da desaceleração da economia chinesa, segundo Fettig, enquanto na Rússia a demanda caiu cerca de 30% em comparação há um ano. O executivo disse que a Rússia representa apenas 3% das operações mundiais da Whirlpool.

A Europa, em termos gerais, continua fraca, mas a demanda total por eletrodomésticos na América do Norte deverá subir em torno a 4% neste ano, impulsionada pelas fortes vendas de imóveis, de acordo com a Whirlpool.

A empresa é, de longe, a maior fabricante de eletrodomésticos dos EUA, mas perdeu participação nos últimos anos para rivais sul-coreanas como a LG Electronics066570.SE +0.33% e a Samsung Electronics005930.SE +1.39% Com base em dados de varejistas, o serviço TraQline, da Stevenson Co., estima que a Whirlpool teve participação de 29,6% no mercado dos EUA, em dólares, no ano encerrado em 31 de março, um pouco abaixo dos 30,2% verificados um ano antes. A Samsung cresceu de 10,7% para 12%, enquanto a LG mostrou-se estável, com participação de 13%.

O mercado de eletrodomésticos na Índia vem mostrando crescimento constante e é um dos destaques positivos para a Whirlpool, segundo Fettig. A empresa lançou recentemente uma geladeira de baixo custo na Índia, a um preço equivalente a cerca de US$ 200.

A Whirlpool anunciou lucro de US$ 191 milhões no primeiro trimestre, o que representa US$ 2,38 por ação, em relação aos US$ 160 milhões, ou US$ 2,02 por ação, registrados no mesmo período de 2014. Excluindo custos de reestruturação e outros itens, o lucro em termos de ações caiu de US$ 2,20 para US$ 2,14. As vendas cresceram 11% e somaram US$ 4,85 bilhões. Sem contar flutuações cambiais, as vendas subiram 23%.

As vendas foram impulsionadas pelas aquisições da Indesit, uma empresa italiana que vende eletrodomésticos sob seu nome e o das marcas Hotpoint e Scholtès, e de uma participação de 51% na Hefei Rongshida Sanyo Electric600983.SH +3.74% da China, ambas realizadas em 2014.


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A Whirlpool, afetada pelo forte declínio na demanda por eletrodomésticos no Brasil.

As vendas da empresa americana estão caindo em mercados-chave como China, Brasil e Rússia.Reuters

A Whirlpool, afetada pelo forte declínio na demanda por eletrodomésticos no Brasil, está reduzindo seu quadro de funcionários em cerca de 15% no país, disse ontem o diretor-presidente da empresa, Jeff Fettig.

Cerca de 3 mil empregos, incluindo cargos gerenciais e na linha de produção, estão sendo eliminados, já que a Whirlpool batalha para adequar seus custos no Brasil à queda das vendas e à desvalorização da moeda local. O Brasil é, há muito, um dos maiores mercados da Whirlpool e, em 2014, representou mais de 10% das vendas mundiais.

O mau momento no Brasil e o impacto da força do dólar, que afeta o valor das vendas fora dos Estados Unidos, levaram a fabricante de eletrodomésticos a reduzir sua previsão de lucro anual para uma faixa entre US$ 9 e US$ 10 por ação, em comparação aos US$ 8,17 observados em 2014.

Há três meses, a Whirlpool, em parte baseada em uma previsão mais otimista para o Brasil, havia projetado que os lucros por ação variariam entre US$ 10,75 e US$ 11,75 por ação neste ano.

A Whirlpool não vai eliminar capacidade de produção no Brasil, disse Fettig, em entrevista ao The Wall Street Journal. “Olhando para o futuro, vemos o Brasil sendo um motor de crescimento para nós”, assim como no passado.

A recuperação, contudo, não parece ser iminente. A confiança dos consumidores no Brasil diminuiu com a piora da inflação e do emprego, em meio a altos juros e ao escândalo político envolvendo a PetrobrasPETR4.BR +1.59% As taxas de juros cobradas sobre os empréstimos aos consumidores podem facilmente superar os 100% e muitas famílias estão enterradas em dívidas.

A mediana das previsões da mais recente pesquisa semanal do banco central com economistas aponta contração de 1,1% da economia neste ano, seguida de uma expansão de 1% em 2016.

O Brasil não é o único ponto problemático. A demanda por eletrodomésticos na China está praticamente estagnada, na esteira da desaceleração da economia chinesa, segundo Fettig, enquanto na Rússia a demanda caiu cerca de 30% em comparação há um ano. O executivo disse que a Rússia representa apenas 3% das operações mundiais da Whirlpool.

A Europa, em termos gerais, continua fraca, mas a demanda total por eletrodomésticos na América do Norte deverá subir em torno a 4% neste ano, impulsionada pelas fortes vendas de imóveis, de acordo com a Whirlpool.

A empresa é, de longe, a maior fabricante de eletrodomésticos dos EUA, mas perdeu participação nos últimos anos para rivais sul-coreanas como a LG Electronics066570.SE +0.33% e a Samsung Electronics005930.SE +1.39% Com base em dados de varejistas, o serviço TraQline, da Stevenson Co., estima que a Whirlpool teve participação de 29,6% no mercado dos EUA, em dólares, no ano encerrado em 31 de março, um pouco abaixo dos 30,2% verificados um ano antes. A Samsung cresceu de 10,7% para 12%, enquanto a LG mostrou-se estável, com participação de 13%.

O mercado de eletrodomésticos na Índia vem mostrando crescimento constante e é um dos destaques positivos para a Whirlpool, segundo Fettig. A empresa lançou recentemente uma geladeira de baixo custo na Índia, a um preço equivalente a cerca de US$ 200.

A Whirlpool anunciou lucro de US$ 191 milhões no primeiro trimestre, o que representa US$ 2,38 por ação, em relação aos US$ 160 milhões, ou US$ 2,02 por ação, registrados no mesmo período de 2014. Excluindo custos de reestruturação e outros itens, o lucro em termos de ações caiu de US$ 2,20 para US$ 2,14. As vendas cresceram 11% e somaram US$ 4,85 bilhões. Sem contar flutuações cambiais, as vendas subiram 23%.

As vendas foram impulsionadas pelas aquisições da Indesit, uma empresa italiana que vende eletrodomésticos sob seu nome e o das marcas Hotpoint e Scholtès, e de uma participação de 51% na Hefei Rongshida Sanyo Electric600983.SH +3.74% da China, ambas realizadas em 2014.


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